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Mostrando postagens de 2009

MEU PAI, MEU ÍCONE.

Hoje, regresso a minha mais tenra idade, minha infância e vejo-me nos braços de meu pai. Antes mesmo de aprender as primeiras palavras podia entender e compreender todo carinho e amor que ele dedicava a mim. Aos domingos levava-me nos braços para a feira e sempre me comprava balões coloridos em forma de pato, cataventos coloridos, piões coloridos e outros brinquedos que me chamava atenção. Passava a maior parte de seu tempo de folga em casa a brincar comigo. Aos poucos fui crescendo e aquele carinho paterno também. Quando comecei a entender um pouco a comunicação verbal iniciei logo cedo a fazer perguntas tipo: ..... que é isso? ..... que é aquilo? ......por que isso? ......por que aquilo? Lembro-me que sempre tinha a resposta de tudo. A medida que eu crescia ia mudando o repertório de meus questionamentos mas papai estava ali sempre com suas explicações. Sempre fui mais observador... mas uma criança ainda não possui o senso crítico dai necessidade de perguntar mais. Diante de uma noit...

MINHA IDA PARA O SEMINÁRIO

DISTANTE DE CASA AOS 12 ANOS DE IDADE. Lembro-me que desde muito novo alimentava-me de um sonho de ir estudar no seminário e tornar-me um padre como meu tio Antônio! Até os meus dez anos este sonho foi fortalecendo com a influência externa. Além de meus pais sempre terem manifestado esta vontade havia a projeção do tio padre o qual era para mim um modelo. Depois, já na cidade grande, participando ativamente das atividades paroquiais esta intenção de ir para o seminário fortificou-se mais ainda. Os incentivos vinham por parte da família, dos amigos de meus pais, das freiras e padres da igreja. Até que ao concluir o primeiro ciclo do Ensino Fundamental a minha ida para o interior foi decidida com a visita de um padre lá do seminário que foi visitar meus pais. E então tudo foi acertado para a minha viagem. Marcaram o dia para que eu viajasse e meu pai teve a garantia de que ao desembarcar na distante cidade do interior de Minas Gerais este padre estaria lá a minha espera. Assim chegou o d...

FESTA NA ROÇA

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Domingo ensolarado, a natureza toda em festa numa daquelas manhãs ensolaradas de inverno lá na fazenda da Mata. Todos se preparavam para algum acontecimento especial. Vovô estava lá na frente do curral acertando os últimos detalhes da montaria dos cavalos. Mamãe disse me que íamos todos ao batizado do filho do Juca Néca, amigo de vovô em sua fazenda que ficava logo abaixo do Morro da Onça. Chegando lá reconheci que era aquela fazenda em que costumávamos ir naquelas festas junina com muitos fogos, fogueira e muitos quitutes. Logo dirigimos para a pequena capela que ficava acima da sede, lá no alto da colina. A capela era pequena e a maioria das pessoas, principalmente os empregados da fazenda ficavam do lado de fora a espiar o que se passava lá dentro. Era um dia festivo, as roupas coloridas das pessoas contrastavam com a linda paisagem iluminada pelos raios do sol naquele belo domingo. Minha família, mamãe, vovó, vovô, tio Toalba e eu ficamos lá bem diante do altar ao lado da família d...

Lembranças do tio Lerico

Final de 1950, o mês exato não posso precisar mas sei que estou na terra da garoa, São Paulo dos anos 50 e ainda posso ouvir aquele sotaque lusitano por t odos os lados, as vezes o italiano, o árabe entre outros que se soma a cultura e falácia dos migrantes que para São Paulo vieram atrás do sonho de vencer na vida. Vejo a cidade mais saudável, mais festeira, e andando mais devagar e menos poluída. As estátuas espalhadas pelas praças e avenidas chamam-me a atenção. O emaranhado dos edifícios, os bondes, os ônibus e os carros me enchem de curiosidade. Nos bairros sinto ainda o cheiro peculiar do carvão e querosene! Um cheiro que lembra o fogão a lenha lá do interior de onde a maioria migrou. Mas sinto saudade das montanhas, morros, das matas, das aves, dos córregos de águas límpidas. Na Praça da Sé vejo a Catedral ainda em construção, sem suas torres, a rua Santa Teresa está ali separando a Praça da Sé da Praça Clóvis Beviláqua com seu "glamour" guardando imponente seu cinema ...

Meus Pensamentos

pensador.info

Meus lugares inesquecíveis.

Até aos cinco anos de idade meus lugares prediletos na roça onde morava era explorar os caminhos entre o mandiocal. Uma vasta área em que papai cultivava mandioca e durante uma boa parte do ano as ramas cresciam cerca 1.50m a 2,00 m de altura e algumas até um pouco mais. Os animais deixavam trilhas por baixo daqueles arbustos e em alguns lugares formava-se uma clareira. As trilhas eram caminho com terra batida pela passagem dos animais (galinhas, pássaros, os animais domésticos, alguns animais selvagens como pequenos veados, gatos do mato, jaguatiricas, entre outros. Aquelas trilhas eram cheias de encruzilhadas e sempre dava em alguma clareira lugares agradáveis para se brincar. Muitas vezes eu tinha que me abaixar para passar pois as trilhas em forma de túneis eram baixas mas em boa parte eu podia caminhar quase sempre de pé, mas sempre abaixando a cabeça. Ali eu passava horas brincando, ora observando os pássaros que ali vinham compartilhar daquela suave sombra ora explorando aqueles...

DEPOIS QUE O ÔNIBUS PASSOU

Era inicio dos anos setenta, eu havia voltava para a capital de São Paulo depois de um longo período de reclusão num colégio de padres (seminário) no interior de Minas Gerais e São Paulo. Ávido do saber eu andava sempre com um livro debaixo do braço para aproveitar ler durante a viagem de ônibus e em outras oportunidades. Certa noite retornando para casa percebi que havia passado o último ônibus e por algum motivo não havia parado ao dar sinal. Era uma época que havia poucas opções de transporte coletivo, principalmente onde eu me encontrava, no Ipiranga para Vila Formosa. Não havendo mais esperanças de novo transporte comecei a caminhar pelas ruas já desertas do Ipiranga rumo a Vila Prudente e depois Vila Formosa onde eu morava com meus pais. Pouco antes da meia noite estava eu já cruzando a linha ferroviária sobre o viaduto (Viaduto Pacheco Chaves) que atravessa a Avenida do Estado rumo a Vila Prudente. Eu caminhava absorto pela lateral direita que destinada a pedestres quando de rep...

GARELI – QUEM TEVE UMA JAMAIS ESQUECE.

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1972 - Gareli Modelo 1971/2, Muito comum na Itália de fácil locomoção e de baixo consumo de combustível. Início dos anos 70 e São Paulo não era mais a terra da garoa. Mas uma grande metrópole onde se podia andar a vontade, dia e noite, sem ser assaltado, sem ser incomodado a não ser que perturbasse a ordem pública ou se opusesse ao regime da ditadura militar... a vida era tranqüila. A cultura estava efervescente, muitos espetáculos na noite paulistana, teatro, cinema, exposições, feiras, etc. Eu acabava de retornar a casa paterna depois de oito anos estudando em colégio de padres no interior de Minas e de São Paulo. Depois de quase uma década recluso em uma escola religiosa e ainda com a experiência do serviço militar sentia-me a vontade diante desta nova vida. Terminado o ensino médio logo tratei de preparar-me para o ensino superior ingressando num curso preparatório. O trabalho, os estudos e a busca de novas experiências e novos conhecimentos fizeram com que a minha permanência em c...

Meus Pensamentos

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A única verdade que eu sei é que ao nascer eu comecei a morrer! -- Adauto Neves [ pensador ] Frases, poemas e mensagens em: http://www.Pensador.info